O primeiro fail da Copa

Não, não foi da seleção (por muito pouco, aliás). O primeiro fail foi da Globo (e quem mais?).

Sim, a mesma que há algumas semanas se vangloriava de transmitir pela primeira vez todos os jogos da copa via streaming, mostrando que é moderna e antenada com os novos tempos, a tecnologia, a internet, a era da informação, blábláblá, etc.

Bem, e o que aconteceu de cara, logo no primeiro dia?

Globo Fail

É feio botar a culpa nos outros

Tudo bem, já era esperado que houvesse uma sobrecarga, um excesso de usuários maravilhados querendo experimentar a novidade. Era questão de tempo para o site chegar ao limite, e foi até mais rápido do que eu pensava.

O grande problema foi a arrogância, incompetência e/ou tirada-de-cu-da-reta explícita na mensagem de erro. Como assim, a “operadora de banda larga não tem estrutura neste momento para atender tantos usuários simultâneos se conectando à Globo.com”? PUTAQUEPARIU rede globo – em minúsculas mesmo, não merece mais respeito – quer dizer que a operadora agora controla a banda dos seus usuários por site?

Segundo a (falta de) lógica da globo, se todos os usuários da Net estiverem conectados, mas cada um no seu site predileto (orkut ou youtube), tudo bem. Mas se todos resolverem acessar o mesmo site ao mesmo tempo (google?) e não conseguirem, a culpa é da Net. Claro, a Net até deixa todos os seus usuários acessarem sites diferentes ao mesmo tempo, mas quando estes mesmos usuários acessam apenas um único site, sabe-se lá porquê, o consumo de banda aumenta tanto que excede a capacidade da Net. Caralho, faz tanto sentido quanto ter TV a cabo e assistir ao jogo na globo.

Bom, acho que tenho a solução. Ligue agora mesmo na sua operadora e peça para tirar a banda destinada ao youtube (já que este nunca cai, mesmo com tantos acessos simultâneos) e direcionar tudo para a globo. Ou assista na televisão, ué. Mesmo que a TV a cabo tenha aquele maldito segundo de atraso, fazendo seu vizinho comemorar o gol antes de você, ainda é melhor do que os 5 segundos de atraso do streaming (sim, eu testei).

Ah, para não falarem que só sei criticar, a globo percebeu a cagada e trocou a mensagem:

Consertando a cagada

Menos mal

Algum estagiário deve ter levado aquela bronca.

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Quem foi que disse?

Diálogo hipotético, um chega e diz:

– Pessoal, a Ju me contou que teve um acidente com um caminhão lá na estrada!

A própria Ju, que também participava da conversa, rebate:

– Peraí, eu não te contei nada, não!

– E daí? O acidente aconteceu de verdade e é isso que importa.

Esse diálogo tem uma variação, que é quando uma terceira pessoa parte em defesa da Ju, dizendo que não foi ela que disse. A partir desse momento, deixa-se de lado o assunto principal – no caso, o acidente – e começa um debate sobre a autoria do relato. Foi a Ju que contou? Se não foi ela, então quem? Uns se importam mais com a autoria, outros nem tanto.

O curioso é que, em geral, nossa tendência é dar ao autor a mesma importância do fato narrado em si, ou até mais. Em casos nos quais a falsa autoria poderia nos comprometer, é até compreensível, mas agimos assim até quando isso é irrelevante. Parece que o ser humano não gosta que coloquem palavras em sua boca.

E se em um cenário limitado, onde todos se conhecem, já é difícil evitar as falsas atribuições de relatos, imagine em um ambiente tão abrangente e desorganizado como a Internet. Proliferam-se pela rede vários textos atribuídos a Millôr Fernandes, Luís – com “s” no final, por favor – Fernando Veríssimo e Arnaldo Jabor, só pra citar os mais manjados. Quantos textos já te mandaram por email, dizendo “mais um texto genial do Veríssimo”?

Não faz muito tempo, recebi pela milésima vez um texto desses, e como é de praxe, dizia que “esse Veríssimo é genial”, e foi mandado para mais 93252374238 pessoas além de mim. Uma delas de cara já disse que não era do Veríssimo. A pessoa que mandou agiu da mesma forma descrita no diálogo acima, dizendo que o que importa era o conteúdo, tanto faz se foi mesmo ele que escreveu. (se tanto faz, então pra que enfatizar o autor?)

Bom, eu concordo com a pessoa que alertou sobre a falsa autoria, afinal, eu não gostaria que usassem meu nome desta maneira. Não entendo porque alguém cria um texto e solta na rede dizendo que foi outra pessoa que escreveu. Alguns são até legais, não precisam de uma muleta para tentarem ser melhores. Depois que são desmascarados, perdem toda a credibilidade e ficam marcados como “o texto falso”.

O problema é que o negócio se espalhou demais, e a desinformação é tanta que nem uma busca no google esclarece se o texto é falso ou não, pois muita gente posta em seus blogs dizendo que é verdadeiro. Só sei que o texto do palavrão não é do Veríssimo, e não foi o Jabor que escreveu sobre a mulher perfeitinha. E todos aqueles que chegam por email geralmente são falsos. Os textos verdadeiros estão nos livros e nos sites de cada autor (quando têm), e plagiadores baratos são preguiçosos demais para transcreverem e burros demais para simplesmente linkarem.

Por fim, siga a regra básica de não acreditar cegamente em tudo que está na internet. E boas leituras!

Eu podia tá copiando, mas estou aqui linkando

Deu vontade de escrever sobre esporte. Talvez pelo fato de não ter nada de interessante na TV a não ser as Olimpíadas de Inverno, onde a velocidade mínima de qualquer modalidade é 100 km/h. Repare que não incluí a patinação artística na lista de esportes.

Eu iria escrever sobre a tecnologia e como o esporte da maneira que é hoje seria totalmente diferente, inviável até, sem o uso desta. Como detectar, por exemplo, diferenças de milésimos de segundo entre dois atletas? Sem o avanço da tecnologia, seria impossível.

Depois de linkar alguns casos em que as diferenças de tempo foram ridiculamente pequenas, e divagar sobre até onde isso vai parar (talvez cheguemos aos inimagináveis milionésimos de segundo), o texto se encerraria com um comentário maldoso sobre a retrógrada FIFA, que na contramão dos outros esportes rejeita tudo que é um pouco mais avançado, como por exemplo a instalação de sensores na bola, utilização de vídeos tira-teima e até mesmo o altamente tecnológico spray que marca a posição da barreira.

Por que estou dizendo que iria escrever, se já escrevi? Bem, primeiro porque o texto que eu tinha em mente seria bem mais completo. E segundo, porque ao pesquisar links para rechear o texto, me deparei com outro que diz exatamente a mesma coisa, só que muito melhor do que eu tinha pensado. E quando isso acontece, há duas alternativas: ou você chupinha e não conta pra ninguém (prática cada vez mais comum na internet, infelizmente) ou você simplesmente informa a fonte. Eu preferi a  segunda, pois é melhor dar o crédito do que pagar de inteligente com o trabalho dos outros.

Hipócrita ou ingênuo?

Outro dia escrevi sobre pirataria. Disse que estava maravilhado pelo fato de, depois de muito tempo, ter comprado um CD original por um preço justo (não aquele absurdo que costumam cobrar). Fiquei tão empolgado que comecei a escrever sobre as vantagens de se comprar original, que CD e DVD pirata não vale a pena, etc e tal.

Hoje esta opinião está um pouco, digamos, abalada, ela não está mais tão radical. No caso de DVD’s, continuo achando que não vale a pena. Os filmes piratas são toscos, muitos são filmados no cinema com vultos passando na frente da tela, som horrível misturado com as conversas, enfim, uma merda total. Claro que os DVD’s ainda não estão com um preço que eu considero justo (40 reais por uma caixinha vagabunda, sem encarte nem porra nenhuma? Por favor…), mas não estão tão fora da realidade, e eu acabo comprando. Tem CD que custa mais que isso, e nem é tão bom assim. Sem contar que downloads são demorados e nem sempre vem o que você quer.

No caso dos CD’s, é meio discutível. O álbum que eu menciono no link acima custou menos de 20 reais. E eu comprei no ano passado. E era lançamento. Tudo bem, foi uma promoção, mas hoje não está tão mais caro assim. O preço era justo e realista. Agora se esse mesmo CD custasse o que costuma custar um lançamento, provavelmente eu não compraria. Ou faria o download, ou pediria para alguém que já fez o download, ou desencanaria. Enquanto a Amazon, Apple ou qualquer outra empresa não decidir vender mp3 no Brasil, são as únicas opções que temos. Sim, eu pagaria 2 reais por uma música, melhor que pagar 40 reais num CD e descobrir que só 3 músicas prestam.

Mas o que abalou mesmo as minhas opiniões foram os jogos de video-game. Eu já havia comprado God of War 2 original, veio cheio de extras, entrevistas, enfim, valeu a pena o investimento. Mas daí eu resolvi jogar Guitar Hero. Esse jogo está muito, mas muito longe de ter preços realistas. Importar pode ser uma opção, mas a Amazon não entrega no Brasil (entrega até pra Arábia Saudita, mas pro Brasil, neca). Já tentei comprar em outros sites, mas o frete sai tão caro que acaba saindo quase o mesmo preço. Comprar original? PQP, se eu cagasse dinheiro, quem sabe.

Pois é, a questão do preço, que muitos usam como desculpa para piratear sem dó, no meu caso conseguiu abalar minha outrora forte convicção de que nunca mais compraria nada pirata. Mas não resisti, comprei um jogo de video-game de “déiz reáu”, depois de muito relutar. Também comprei a guitarra “genérica”. Não sei se fui hipócrita por comprar o jogo alguns meses depois de afirmar que não o faria, ou se fui ingênuo ao achar que, só porque comprei um CD original de 19 reais, nunca mais sucumbiria às tentações da pirataria.

Acho que no fundo, fui um pouco dos dois, pendendo mais para a hipocrisia. Podem jogar as pedras.

Não aceite imitações

Recentemente fiz algo que não fazia há muito tempo. Algo que estava meio fora de moda, que muitos até se esqueceram como faz, dizendo inclusive que era uma prática fadada à extinção. Era algo que achei que jamais faria novamente, mas que acabei fazendo.

Comprei um CD original.

Espantado? Pois é, eu também. Lembro muito bem de alguns anos atrás, quando um simples CD com 12 músicas não saía por menos de 40 reais. Foi mais ou menos nessa época que eu parei de ir nas lojas, pois o preço já havia ultrapassado o limite que eu considerava justo e razoável. Não tinha mais porque entrar em uma loja de CD, já que eu sabia que iria ficar revoltado e não compraria nada. Depois disso, foram anos e anos de downloads, uma grande farra de mp3. Napster, Morpheus, Audio Galaxy, Bit Torrent, foi uma época farta.

Mas eis que num belo dia, navegando pela internet – justo ela que me afastou das lojas – vejo em um site um CD por R$19,90! E não era um daqueles que estavam encalhados no estoque, era um lançamento!! A última vez que comprei um lançamento por esse preço foi em… nem lembro mais. Como era um que eu queria muito, não tive dúvidas e na mesma hora comprei. O melhor de tudo, além de ter 15 músicas inéditas e em sua maioria muito boas, o CD não veio em uma daquelas caixinhas de plástico/vidro vagabundas. Pelo contrário, é toda feita daquele material que não sei o nome – vamos chamar de “papelão bem trabalhado” – em alto relevo e veio com um encarte cheio de fotos. A nostalgia só não foi completa porque não tem as letras das músicas no encarte.

Enfim, um típico CD que em outra época custaria os olhos da cara saiu por um preço justo e realista. Ouço muita gente dizendo que o preço alto é a principal causa – senão a única – da pirataria, e que se este baixasse, passariam a comprar o original. Pois bem, um lançamento pelo mesmo preço de 10 anos atrás é o suficiente para vocês? Para mim foi. Se todos os lançamentos daqui em diante saírem por essa faixa de preço e com essa qualidade, com certeza vou comprar o original.

Aliás, ultimamente tenho mudado meus conceitos. Comecei a comprar mais originais – jogos e DVDs principalmente – do que piratas. Já fui um grande consumidor de pirataria, como 99% da população – os outros 1% são mentirosos – mas pelo jeito as campanhas de conscientização anti-piratas estão surtindo efeito. Tenho mais de 30 DVDs originais, e neste pequeno acervo, daqui em diante, só entrarão originais. Idem para jogos e CDs. Se for para dar dinheiro para alguém, que seja para quem fez o jogo/filme/música. Os bandidos que lucram com a pirataria que se fodam, que morram de fome.

Claro que nem tudo é perfeito, e nem quero posar de santo. Ainda me resta um dilema. Os filmes do Tony Jaa (que muitos dizem ser o novo Bruce Lee, etc e tal) só passam na Ásia. Aqui no ocidente ninguém sabe – comercialmente falando – que ele existe. E não quero esperar 10 anos até ele chegar por aqui, então baixei alguns filmes dele. Claro que se algum dia ele ficar famoso por aqui, vou comprar os DVDs. Mas enquanto isso não acontece, só me resta o Bit Torrent.

E para quem ficou curioso, o CD é este aqui.

Feito para você… passar raiva

Odeio ir ao banco. Odeio ficar horas na fila, perdendo meu horário de almoço, esperando pelo gerente que, adivinhe, está almoçando. Odeio ver que tem 5 caixas, mas só 3 funcionando, e desses 3, somente 2 estão efetivamente atendendo. O outro está sempre fazendo alguma coisa que ninguém nunca sabe o que é. Isso quando ele não sai e só volta depois de meia hora, por motivos também desconhecidos.

Por isso mesmo adoro a internet. Graças a ela, posso pagar contas, ver extrato, transferir dinheiro, aplicá-lo, dá até para ver os cheques que passei, devidamente microfilmados. Se desse para imprimir dinheiro – legalmente, claro – eu nunca mais iria ao banco.

Mas nem tudo são flores. Hoje fui fazer um pagamento online, mas fui surpreendido com uma bela mensagem de “horário para esta operação excedido” ou algo assim. Que coisa, era muito tarde para fazer pagamento online. O problema é que não era tarde, eram umas 9 da noite. PORRA, até para tirar dinheiro na agência, no meio da rua, com todos os perigos que a maldita violência urbana oferece, o limite de horário é 22 horas. Por que para uma operação de pagamento pela intenet, no conforto e segurança de minha residência meu apartamento, o horário limite é mais cedo? E a suposta facilidade que eu supostamente deveria ter ao utilizar o bankline, onde fica? (essa é melhor nem responder)

Pior que já fiz pagamentos anteriormente, nesse mesmo banco, em horários que excediam facilmente as 21 horas. Será que depende do tipo de pagamento, ou pior ainda, do valor? (coincidência ou não, o valor de hoje era baixo, já o valor que consegui pagar de madrugada era bem mais alto)

Limite de horário para uma operação online sem interação humana é ridículo. Quer dizer, eu espero que seja sem interação humana, porque senão é uma estupidez sem tamanho. Consegue ser mais ridículo que o horário de funcionamento das agências (10h às 16h com pausa para almoço? Não sabia que os caixas eram todos estagiários)

Sim, eu sei que os pobre coitados que ficam no caixa não fazem só isso. Eu sei que depois que a agência fecha, eles ainda ficam lá fazendo sei-lá-o-que, e que eles fazem mais um monte de outras coisas que completam suas 8 horas de trabalho. Eu sei que os bancos não contratam pessoas exclusivas para o caixa porque o atendimento não é prioridade, já que é o que dá mais dor de cabeça e menos lucro. Sei que minhas reclamações, por mais válidas que sejam, jamais serão atendidas.

Mais uma série de motivos para odiar uma ida ao banco.

O meu é melhor que o seu

Qual é o melhor? Fifa Soccer ou Winning Eleven? Internet Explorer, Opera ou Firefox? Windows, Mac ou Linux? Pagode ou Rock? Iphone ou N96? Java ou .NET? Ken ou Ryu? Sandy ou Júnior?

Com exceção da última pergunta, cuja resposta é fácil (com música: nenhum dos dois; sem música: Sandy), as demais sempre acabam gerando brigas nos diversos fóruns da Internet. E os tópicos costumam seguir mais ou menos a mesma linha:

  • Pessoas que gostam de X começam a discutir sobre X, falam do quanto adoram o X, de como é bom, legal e mudou suas vidas, etc etc
  • De repente aparece alguém que gosta de Y (o concorrente de X) e começa a falar mal de X
  • Algum fã de X rebate, o fã de Y re-rebate e em algum momento um dos 2 parte para ofensas pessoais (“Só idiotas gostam de X”, “Vc é burro demais pra perceber que o Y é uma droga”, “Morram todos os X”, “Y fede” e por aí vai)
  • Daí pra frente, as pessoas esquecem o assunto original (X versus Y) e se limitam a responder as ofensas recebidas com outras piores ainda
  • Quando o fórum é bem administrado, o tópico é trancado.

Por que isso acontece? Em parte, acredito que seja porque por trás de um monitor e sem a presença física dos outros, a pessoa se sente mais encorajada a dizer coisas que não diria pessoalmente. Como a regra vale para as 2 partes, um sempre vai querer responder as ofensas com mais ofensas, que serão sucessivamente respondidas ad eternum. Esse tipo de discussão interminável tem até nome: flame war. A solução? Simples, sempre que alguém desviar o assunto original e começar com ofensas e coisas sem sentido, ignore. Em um fórum é até mais fácil, pois se fosse pessoalmente você poderia se passar por mal-educado.

E se você quer criticar algo, existem maneiras inteligentes de fazê-lo. Seja educado e bem humorado. Releia o que você escreveu, pois um email/tópico/scrap vai ser lido por diferentes pessoas que interpretam as coisas de modos diversos, e alguém sempre pode entender errado e se ofender. Se você não conhece pessoalmente os envolvidos, redobre os cuidados.

Ajude a fazer da internet um lugar mais civilizado. (Se este blog fosse mais famoso eu até iniciaria uma campanha)