Eu podia tá copiando, mas estou aqui linkando

Deu vontade de escrever sobre esporte. Talvez pelo fato de não ter nada de interessante na TV a não ser as Olimpíadas de Inverno, onde a velocidade mínima de qualquer modalidade é 100 km/h. Repare que não incluí a patinação artística na lista de esportes.

Eu iria escrever sobre a tecnologia e como o esporte da maneira que é hoje seria totalmente diferente, inviável até, sem o uso desta. Como detectar, por exemplo, diferenças de milésimos de segundo entre dois atletas? Sem o avanço da tecnologia, seria impossível.

Depois de linkar alguns casos em que as diferenças de tempo foram ridiculamente pequenas, e divagar sobre até onde isso vai parar (talvez cheguemos aos inimagináveis milionésimos de segundo), o texto se encerraria com um comentário maldoso sobre a retrógrada FIFA, que na contramão dos outros esportes rejeita tudo que é um pouco mais avançado, como por exemplo a instalação de sensores na bola, utilização de vídeos tira-teima e até mesmo o altamente tecnológico spray que marca a posição da barreira.

Por que estou dizendo que iria escrever, se já escrevi? Bem, primeiro porque o texto que eu tinha em mente seria bem mais completo. E segundo, porque ao pesquisar links para rechear o texto, me deparei com outro que diz exatamente a mesma coisa, só que muito melhor do que eu tinha pensado. E quando isso acontece, há duas alternativas: ou você chupinha e não conta pra ninguém (prática cada vez mais comum na internet, infelizmente) ou você simplesmente informa a fonte. Eu preferi a  segunda, pois é melhor dar o crédito do que pagar de inteligente com o trabalho dos outros.

As tendências da moda que deveriam existir

Tudo bem que o verão é época de calor, mas este ano está insuportável. Às 8 da manhã já está abafado, à noite acordo de madrugada ensopado de suor.  E o pior de tudo, tenho que trabalhar de calça social, sapato e camisa. Pelo menos não vou de terno e gravata, mas num calor desses, qualquer coisa que passe dos joelhos e uma camisa por dentro desta coisa não ajudam em nada.

Sério, deveria existir alguma regra permitindo que as pessoas pudessem se vestir de maneira mais confortável. E por confortável entenda-se algo que não vai te esquentar mais do que a temperatura ambiente já está esquentando. Não estou dizendo para irmos todos de chinelo e regata ao trabalho, mas acho que o (mal)dito traje social deveria ser adaptado para épocas mais calientes.

Afinal de contas, as roupas, e consequentemente a moda em geral não passam de convenções sociais que definem o que é normal e aceitável em diversas situações. Se a gravata, cuja única função é… bem, a gravata não tem função, é algo que está na minha lista de coisas que não deveriam existir. Maldito seja quem a inventou, e mais maldito ainda seja quem convenceu as pessoas que usá-la é elegante. E se até algo tão inútil, odiado e trabalhoso de se vestir – nunca acerto o nó de primeira – foi socialmente aceito como elegante, qualquer outra coisa pode.

Por que ninguém até hoje inventou uma roupa que fosse elegante e ao mesmo tempo não te deixasse morrendo de calor? Algo como uma bermuda social, por exemplo (se tem calça, por que não bermuda?). Alguma camisa que não precisasse ficar por dentro da calça – ou no caso, da bermuda – pois este simples fato já aumenta o calor e desconforto em 90%. Esses estilistas viados só ficam fazendo aquelas roupas bizarras que ninguém vai usar. Em vez disso, poderiam usar toda essa criatividade para fazer algo realmente útil e lucrativo. Sim, lucrativo, pois só eu compraria 2 dúzias. E olha que sou mão de vaca para roupa social, pois odeio tanto que só tenho o mínimo necessário.

Entre tantas tendências que surgem todo ano (e ninguém segue), poderiam muito bem lançar uma linha de verão executiva e convencer as pessoas que é chique e elegante. Pelo menos no calor, pois não conheço ninguém que não reclame da roupa social nesta época. Se você é estilista, se trabalha em uma confeçcão, por favor, tente fazer isso! Prometo que nem cobro pela ideia, não te processo por plágio e serei um dos primeiros a comprar. Se o preço não for abusivo, claro.