Sonho meu

Sonhos são bizarros.

Geralmente, nos sonhos, estou em algum lugar qualquer fazendo alguma atividade aleatória (andando sem rumo, correndo sem motivo, voando e achando normal, etc). De repente o cenário muda completamente: a rua vira um deserto, o topo da montanha se transforma em um quarto vazio, o mar vira sertão e eu nem preciso me secar. A sensação que tenho é que estou em um estúdio com aquela tela azul no fundo, onde o cenário vai mudando aleatoriamente e eu acho tudo normal. Ou melhor, parece que estou em algum programa de simulação da Matrix.

Uma vez eu sonhei que estava andando no meio da rua. De repente, passo por um sujeito qualquer, que estava andando na direção oposta. Ele passa por mim e some. De repente, eu passo por um portão e estou em outro cenário completamente diferente, e que eu nem me lembro qual era. Tem uma pessoa logo a frente, e adivinha: era a mesma pessoa que havia passado por mim há pouco. E eu não achei estranho, nem nada, para mim estava tudo absolutamente normal. Só mesmo em sonho. Se fosse na vida real, eu certamente ficaria preocupado.

Tem também os sonhos recorrentes. Tinha uma época em que eu sonhava sempre com a mesma coisa. Acho que eu aparecia sobrevoando algumas montanhas ou algo assim. Mas eu não voava ao estilo superman, era mais para uma tomada aérea, como se eu estivesse dentro de um helicóptero filmando. Só que sem o helicóptero. De repente eu “pousava” em uma das montanhas, onde estava acontecendo uma mega-batalha no melhor estilo Senhor dos Anéis (só que muitos anos antes de alguém pensar em fazer o filme). Pelo menos uma vez por mês eu sonhava com a mesma coisa. O interessante é que apenas alguns detalhes mudavam. Uma montanha estava um pouco diferente, os orcs estavam mais ensanguentados, teve uma vez que até choveu durante a batalha. Depois de um tempo, simplesmente parei de ter esse sonho.

Outro tipo de sonho bizarro é aquele em que você acorda no meio, geralmente fazendo algo que estava fazendo no sonho. Já sonhei que estava sem ar, e ao acordar vi que o cobertor estava tapando meu nariz. Por diversas vezes sonhei que estava tentando correr mas não conseguia mover as pernas. De repente, acordava com os pés enrolados no cobertor (acho que não me dou muito bem com meus cobertores). Ainda bem que nunca sonhei que estava sendo estrangulado.

Mas o mais bizarro de todos foi um sonho em que eu estava em um avião, e de repente eu pulo. No meio da queda eu acordo e vejo o chão do quarto vindo de encontro ao meu rosto. É isso mesmo, eu caí da cama e acordei no meio da queda! Foi tão rápido que não tive tempo de esboçar qualquer reação, simplesmente caí de cara no chão.

Sonhos, além de bizarros, podem ser traiçoeiros.

Economizando não só em casa

Outro dia vi uma reportagem interessante mostrando onde a água do mundo todo é usada. E algo que me chamou muito a atenção é que, de toda a água que a humanidade usa, nada menos do que 90% (preste atenção, noventa porcento, ou seja, quase tudo) é usada pela agropecuária e indústria. Apenas 10% é consumida por nós, meras pessoas físicas mortais.

Agora pense comigo, até que ponto são realmente efetivas as campanhas para economizar água? Não estou dizendo para desperdiçarmos, afinal escovar os dentes com a torneira ligada e tomar banhos de meia-hora são uma grande estupidez, com consequências direta$ e indiretas. Mas eu não vejo campanhas para conscientizar e incentivar a indústria e o agro-negócio a economizarem água. Afinal, se eles são responsáveis por 90% do consumo, é injusto jogar toda a culpa nos usuários domésticos.

Algo parecido deve acontecer com a energia elétrica. Um hiper-mercado 24 horas deve gastar mais em um dia do que todos os clientes que passaram por ali nesse mesmo dia. A empresa onde trabalho também deve gastar mais do que todos os funcionários juntos, já que muita gente passa mais tempo ali do que em casa. E mesmo que não passe, a maior parte do tempo que ficamos em casa estamos dormindo. Pelo menos é o meu caso, só uso as luzes de casa durante poucas horas do dia. Já no trabalho, são mais de 8 horas diárias. No entanto, as campanhas são sempre voltadas para o usuário doméstico. Nesse mundo politicamente correto, onde toda empresa quer ser “verde”, parece uma incoerência direcionar todo o esforço justamente para quem gasta menos.

Claro que, como cidadãos conscientes, responsáveis e etc, devemos fazer a nossa parte. Mas não adianta nada se os “grandes” não fizerem.

update: O Sávio deu uma grande idéia para economizarmos água. Ainda é focada no usuário doméstico, mas creio ser adaptável para o usuário, digamos, “corporativo”